
Um blogue para partilhar a magia do que nos rodeia, das palavras, das imagens e do que está para além do óbvio...
18/08/10
20/07/10
Estou a ler o Diário de George Sand , ou melhor, Armandine Lucie Aurore, uma mulher que nasceu em 1804 e que foi um marco para a sua época, pelos escritos/livros que deixou, pela rebeldia e pelas atribuladas relações amorosas que na época escandalisaram a sociedade. Geroge Sand é um pseudómino literário pois ela na sua rebeldia de caracter considerava que tinha de chocar a sociedadae para ser reconhecida.
O seu diário está cheio de pequenas perciosidades que vou passar a deixar por aqui:
"Sentia-me infeliz ms também virtuosa. Todavia, tinha dentro de mim, sem dúvida, um pensamento que me atormentava e do qual era necessário libertar-me. Seria ambição? Não, não era isso. Hoje a minha ambição deveria estar satisfeita, sei perfeitamente que ainda existe um vácuo na minha alma e que aspira a algo melhor do que o aplauso do mundo. O que me atormentava então, o que me atormentará sempre, é a necessidade de simpatia."
"Desejar sem nada esperar: uma tortura para cujo sofrimento não existe equivalente nos desaires da vida social. Freqentemente, o espírito mais recto, a alma mais íntegra, não conseguem evitar contrair predicados contrários à sua essência: a dureza, a ironia, o desdém, a injustiça sob todas as formas."
"O justo é corajoso e implacável; o injusto é cobarde e tortuoso"
O seu diário está cheio de pequenas perciosidades que vou passar a deixar por aqui:
"Sentia-me infeliz ms também virtuosa. Todavia, tinha dentro de mim, sem dúvida, um pensamento que me atormentava e do qual era necessário libertar-me. Seria ambição? Não, não era isso. Hoje a minha ambição deveria estar satisfeita, sei perfeitamente que ainda existe um vácuo na minha alma e que aspira a algo melhor do que o aplauso do mundo. O que me atormentava então, o que me atormentará sempre, é a necessidade de simpatia."
"Desejar sem nada esperar: uma tortura para cujo sofrimento não existe equivalente nos desaires da vida social. Freqentemente, o espírito mais recto, a alma mais íntegra, não conseguem evitar contrair predicados contrários à sua essência: a dureza, a ironia, o desdém, a injustiça sob todas as formas."
"O justo é corajoso e implacável; o injusto é cobarde e tortuoso"
08/03/10
A propósito do Bullying e do silêncio

Vou contar uma história que se passou no tempo do Nazismo:
Martin Niemoler era um pastor Luterano Alemão que se tornou uma figura central de resistência anti-nazi. Um intelectual Alemão relembra a reacção do clérigo ao crescimento da tirania nazi da seginte forma:
Ele (Niemoler)...disse que, quando os nazis atacaram os comunistas se sentiu constrangido, mas como afinal de contas, ele não era comunista, não fez nada; depois os nazis atacaram os socialistas e ele sentiu-se ainda um pouco mais constrangido, mas como não era socialista, não fez nada; e depois atacaram as escolas, a imprensa, os judeus, e assim por diante e ele sentiu-se cada vez mais constrangio, mas continuava a não fazer nada. E depois eles atacaram a Igreja, e ele era um clérigo, e fez alguma coisa - mas aí já era tere de mais.
26/02/10
Renga e a escrita criativa
Aqui vai mais um exercício que fiz na escrita criativa, chama-se renga e é assim: Alguem escreve uma pequena história e depois tapa a última frase e passa a folha ao colega que se segue, que continua a história baseando-se apenas na frase.
A frase que me calhou foi esta: era uma tormenta...e aqui vai a minha história:
Era uma tormenta continuar a amar-te depois de tudo o que aconteceu. Questionava-me muitas vezes da razão de tudo,do porquê das coisas, das escolhas da vida. Escolhemos ser assim, ou apenas estamos asim.
Acho que amar-te passou a ser um hábito, um hábito que não conseguia quebrar. Até que passados 10 anos encontrei-te na aragem do autocarro gordo e careca, não queria acreditar, o grande amor da minha vida parecia um GNR provinciano de bochecha vermelha. Conversámos pouco "olá, que é feito?", "eu isto", "eu aquilo", depois cada um seguiu o seu caminho e eu senti-me mais vazia.
Telefonei à Margarida, à Joana e à Sofia para lhs contar do encontro e combinámos sair, jantar e reflectir sobre a impermanência da vida.
A frase que me calhou foi esta: era uma tormenta...e aqui vai a minha história:
Era uma tormenta continuar a amar-te depois de tudo o que aconteceu. Questionava-me muitas vezes da razão de tudo,do porquê das coisas, das escolhas da vida. Escolhemos ser assim, ou apenas estamos asim.
Acho que amar-te passou a ser um hábito, um hábito que não conseguia quebrar. Até que passados 10 anos encontrei-te na aragem do autocarro gordo e careca, não queria acreditar, o grande amor da minha vida parecia um GNR provinciano de bochecha vermelha. Conversámos pouco "olá, que é feito?", "eu isto", "eu aquilo", depois cada um seguiu o seu caminho e eu senti-me mais vazia.
Telefonei à Margarida, à Joana e à Sofia para lhs contar do encontro e combinámos sair, jantar e reflectir sobre a impermanência da vida.
06/12/09
Sinto-me violentamente tocada...
A professora de escrita criativa decidiu provocar-nos com pequenas frases incompletas, a mim calhou-me o "sinto-me violentamente tocada..." a única coisa que nos disse é que tinhamos de escrever sobre nós próprios. Assim sendo, aqui vai o texto que escrevi:
Sinto-me violentamente tocada quando se levanta uma calúnia infundada, quando se comete uma injustiça.
Ok, eu sei que vivemos num mundo injusto, mas não me conformo. Quero perceber porquê é que é assim, como é que uns têm tudo e outros não têm nada. Porquê?!!
Já falei com psicólogos, sociólogos, antropólogos, tarólogos, quirólogos mas mesmo assim continuo sem saber, sem perceber, na busca da razão, do porquê!!
Já me disseram que não é o porquê que interessa mas o para quê. Ah!!Deixa cá ver se serve: para quê é que o mundo é injusto? para quê é que aquela pessoa foi injusta comigo? A resposta é que tudo ajuda ao nosso crescimento interior, espiritual, os obstáculos são lições que a vida nos põe à frente para os ultrapassarmos e ficarmos mais fortes, e ainda, que o nosso pior inimigo, aquele que mais nos magoa, é no fundo um mestre que vai ajudar o nosso crescimento espiritual.
A minha avó dizia "nós andamos cá para sofrer", a mim não apetece andar cá para sofrer, nem carregar cruzes que os outros insistem em colocar em nós.
Há dias em que simplesmente Não Quero!! Quero lá saber dos inimigos que são mestres e das injustiças que são obstáculos e blá, blá, blá...
Há dias em que simplesmente me apetece gritar e ralhar.
Depois dizem-me gritar e ralhar é feio, porque é que não vais à missa da 5, a religião, a fé, acreditar que o mundo pode ser melhor, ajuda! Se calhar sim, a mim não me ajudou, aborreceu-me!!
Preciso é de falar, desabafar, perto do meu trabalho está uma velhota que desabafa para um prédio e às vezes para uma estátua, não sei se quero esta terapia para mim!!
Sinto-me violentamente tocada quando se levanta uma calúnia infundada, quando se comete uma injustiça.
Ok, eu sei que vivemos num mundo injusto, mas não me conformo. Quero perceber porquê é que é assim, como é que uns têm tudo e outros não têm nada. Porquê?!!
Já falei com psicólogos, sociólogos, antropólogos, tarólogos, quirólogos mas mesmo assim continuo sem saber, sem perceber, na busca da razão, do porquê!!
Já me disseram que não é o porquê que interessa mas o para quê. Ah!!Deixa cá ver se serve: para quê é que o mundo é injusto? para quê é que aquela pessoa foi injusta comigo? A resposta é que tudo ajuda ao nosso crescimento interior, espiritual, os obstáculos são lições que a vida nos põe à frente para os ultrapassarmos e ficarmos mais fortes, e ainda, que o nosso pior inimigo, aquele que mais nos magoa, é no fundo um mestre que vai ajudar o nosso crescimento espiritual.
A minha avó dizia "nós andamos cá para sofrer", a mim não apetece andar cá para sofrer, nem carregar cruzes que os outros insistem em colocar em nós.
Há dias em que simplesmente Não Quero!! Quero lá saber dos inimigos que são mestres e das injustiças que são obstáculos e blá, blá, blá...
Há dias em que simplesmente me apetece gritar e ralhar.
Depois dizem-me gritar e ralhar é feio, porque é que não vais à missa da 5, a religião, a fé, acreditar que o mundo pode ser melhor, ajuda! Se calhar sim, a mim não me ajudou, aborreceu-me!!
Preciso é de falar, desabafar, perto do meu trabalho está uma velhota que desabafa para um prédio e às vezes para uma estátua, não sei se quero esta terapia para mim!!
03/12/09
Escrita criativa
Não sabendo bem que utilidade dar a este blog, vou de agora em diante passar a transcrever os textos do curso de escrita criativa que estou a tirar na NextArt, este texto é sobre a mão, a minha mão, não a mão de um(a) qualquer, aqui vai:
Nunca penso muito nas minhas mãos, embora às vezes me distraia a olhar para elas, gosto delas, da sua textura e da cor.
Tenho umas mãos impacientes, não são muito prendadas, nem dadas ao trabalho de minúcia. São mãos que gostam de mexer, tocar, ver, saborear, são curiosas.
Não são desastradas, são cuidadosas, raramente me deixam ficar mal, não partem objectos, não deitam ao chão coisas com fúria, também não são nervosas como as mãos de alguns fumadores.
Gosto de entrelaçar as mãos e dedos, é bonito.
Quando a mão se sente mais isolada e descontextualizada, socializa com o cabelo, uma madeixa de caracol dá sempre jeito para enrolar mais um bocadinho.
As minhas mãos adoram acariciar gatos, mesmo muito, às vezes descontrolam-se e apertam muito o pobre bicho.
As minhas mãos às vezes são um pouco vaidosas, gostam de anéis, unhas pintadas, um bom creme...enfim...coisas de mãos.
Nunca penso muito nas minhas mãos, embora às vezes me distraia a olhar para elas, gosto delas, da sua textura e da cor.
Tenho umas mãos impacientes, não são muito prendadas, nem dadas ao trabalho de minúcia. São mãos que gostam de mexer, tocar, ver, saborear, são curiosas.
Não são desastradas, são cuidadosas, raramente me deixam ficar mal, não partem objectos, não deitam ao chão coisas com fúria, também não são nervosas como as mãos de alguns fumadores.
Gosto de entrelaçar as mãos e dedos, é bonito.
Quando a mão se sente mais isolada e descontextualizada, socializa com o cabelo, uma madeixa de caracol dá sempre jeito para enrolar mais um bocadinho.
As minhas mãos adoram acariciar gatos, mesmo muito, às vezes descontrolam-se e apertam muito o pobre bicho.
As minhas mãos às vezes são um pouco vaidosas, gostam de anéis, unhas pintadas, um bom creme...enfim...coisas de mãos.
26/10/09
Spectrum Está Vivo
Em primeiro quero agradecer o convite feito pela Sisi para bloggar aqui no seu espaço. Vou tentar escrever qualquer coisa todos os meses.Recentemente descobri um site que fiquei maravilhado. Uma pagina onde estão todos os jogos de Spectrum dos anos 80 e 90. Para quem é muito jovem e não sabe o que é o spectrum, posso dizer que foi um dos mais influentes microcomputadores europeus de 8 bits durante a década de 1980, ou seja, era a Play Station dos anos 80.
O site fez-me recordar os meus anos de pré-adolescência e mesmo adolescência quando passava horas e horas a jogar e só parava para ir ao banho e comer. O engraçado é que voltei a jogar alguns jogos que já não jogava à uns 20 anos e voltei a sentir-me como uma criança perante um jogo fantastico com gráficos de primeira, e com um computador de alta tecnologia.

Voltei a ficar viciado especialmente num jogo de 1989 "The Striker" um jogo que joguei dias inteiros aos 12 anos e liguei a um amigo de infância que passava comigo essas belas tardes de spectrum e contei-lhe o que tinha encontrado e recordamos um pouco esse tempo e foi bom confirmar que "o spectrum está vivo".
Hoje é normal vermos criticar os jovens por que ficam todo o dia em casa a jogar à Play Station, mas não vale a pena alarmar, há tempo para tudo. Há alturas para ficar dias em casa viciado num jogo e outros dias que queres sair correr e jogar à bola com os teus amigos.
Subscrever:
Mensagens (Atom)